segunda-feira, 30 de julho de 2012
A gota da água que eu inventei sem querer.
Alguém aí em cima abra as cortinas de nuvens amanhã ao amanhecer, que eu quero sentar pela manhã num banco qualquer que servirá de arquibancada pra eu olhar nos olhos da vida e encontrar as minhas respostas, ou só assistir o espetáculo mesmo. O que existe em outros corpos talvez não caiba a mim guiar, portanto, eu irei ao meu encontro, vou precisar de mim. Se isso me resta, talvez eu deva sorrir pra tal condição, já que a surpresa será contente se for um encontro ao acaso com uma gota de água, ou algo pequeno que aos meus olhos vai precisar ser sublime.
Jogaram fora o que eu não jogo.
Utilidade demais em mundo cego
Como remédio que cura dor
De amor, e pra si mesmo se mente
Coração batendo que se faz de doente
Semblantes moldados como filme de drama
Pois muitas vezes não vejo espaço pra ser
Nem transcender, o que temos na gente
Eu só queria um lugar bem diferente
Daqui de baixo não vejo mais nada
Mas cegueira cura num instante
Na estante, empilho o que vou dizer
Pra inventar a cura de não querer viver.
Como remédio que cura dor
De amor, e pra si mesmo se mente
Coração batendo que se faz de doente
Semblantes moldados como filme de drama
Pois muitas vezes não vejo espaço pra ser
Nem transcender, o que temos na gente
Eu só queria um lugar bem diferente
Daqui de baixo não vejo mais nada
Mas cegueira cura num instante
Na estante, empilho o que vou dizer
Pra inventar a cura de não querer viver.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Pode ser eu, pode não ser.
Derrotando em mim
Nascendo em nós
Sendo algo enfim
Que nunca fui a sós
Tirando meus medos
Tirando meus sonhos
Nascendo mais medos
Perdendo os sonhos
Isso não é poesia.
Horizonte do eu contra o meu.
Eu sei que eu não devia querer demais o que eu nem sei o que é, ou talvez só saiba que nesse mundo o pessimismo é maior que a fé. Se a roda gigante faz você sentir a sensação de poder ter uma parte maior do mundo perto de você e ao seu alcance, como se explica o medo de altura? Se não é necessário genialidade pra perceber que a guerra, o ódio e o mal não resolveram nenhum problema, porque ainda lutam? Eu não sei onde eu vim parar, eu não sei qual é o plano, mas preciso achar a porta de emergência do mundo.
Entre meu jantar e as palavras.
Vejo uma lista enorme como a ironia do poder de um grão de areia. Deveria ser perceptível, é escondida atrás da cegueira que impede os ideais do amor tomarem conta de tudo. Braços enormes pra abraçar, pensamentos que fluem a favor do vento que segue o caminho do bem, fragmentos visíveis mesmo de olhos fechados que curam, e o mundo preocupado com interesses vazios, preocupado em nunca se preocupar. Ah, e em relação a lista, espero um dia lembrar do que se trata, vocês aí me fizeram esquecer, mas eu sei que deve estar em algum lugar em mim.
Ao contrário e eu inverso.
Ser o caminho certo
A maré vai levar
Ter o ar tão quieto
Sem sequer soprar
Dói se não saber
Anos vão deixar
Dor a se esconder
Flores a murchar
Sendo que não sei
O que é dor no coração
Mas sei que reparei
Agora estou no chão
E se existe um Deus
Que seja de amor
E que todos beijos seus
Sejam ao meu calor.
A maré vai levar
Ter o ar tão quieto
Sem sequer soprar
Dói se não saber
Anos vão deixar
Dor a se esconder
Flores a murchar
Sendo que não sei
O que é dor no coração
Mas sei que reparei
Agora estou no chão
E se existe um Deus
Que seja de amor
E que todos beijos seus
Sejam ao meu calor.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Estou indo me buscar.
Por ali voa a folha
Por aqui vou bem
E dentro dessa bolha
Eu seria menos que ninguém
Hoje eu fui de zero até cem
Hoje eu encontrei alguém
Hoje tiro os freios do trem.
Por aqui notícia boa
Por ali estou bem
Também, agora a nota soa
Abri os ouvidos, enxerguei
Hoje eu fui premiado
Hoje eu sou amado
Hoje devo ter encontrado, mas não a mim
Falta ainda um bocado
De caminho esburacado
Mas o destino é abençoado
E saber amar e ser amado
É o volante pra eu ser guiado.
Por aqui vou bem
E dentro dessa bolha
Eu seria menos que ninguém
Hoje eu fui de zero até cem
Hoje eu encontrei alguém
Hoje tiro os freios do trem.
Por aqui notícia boa
Por ali estou bem
Também, agora a nota soa
Abri os ouvidos, enxerguei
Hoje eu fui premiado
Hoje eu sou amado
Hoje devo ter encontrado, mas não a mim
Falta ainda um bocado
De caminho esburacado
Mas o destino é abençoado
E saber amar e ser amado
É o volante pra eu ser guiado.
Introdução sobre ir até lá e ser.
Respirar é uma arte, assim como é pintar um quadro
Amar é uma missão, assim como seria fugir de tanto estrago
Ter paz é aceitar, assim como já sei que talvez eu não fique pra sempre magro
Ter beleza é estar vivo, assim como o que me faz bonito é o que hoje eu trago
O que amanhã eu levarei, o que ontem eu cantei pra vida, e tem dias que eu só guardo.
Quero poder dividir mais, somar mais, sonhar mais
Entender que o diferente pode até ser muito mais
Mais do que um, mais do que outro, mais do que muitos
Mais, muito mais, um pouco mais
E não posso discordar que tudo é grande, não mais
Isso é precisar de mais
Isso é querer ser mais
Isso é ser
Bem mais do que muito mais.
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