quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Só desejar ser o bem.

Pra entender a métrica
Ou até a falta dela
Aprendi amar.

Pra saber do amor
Ou só senti-lo
Aprendi respeitar.

Pra parar a cabeça
Ou só dormir bem
Aprendi encorajar.

Pra ser introspectivo
Ou me entender
Aprendi esbanjar.

Pra esbanjar sorrisos
Ou só boas intenções
Aprendi, mais um pouquinho, amar.

Amar, amar, amar, amar, amar, amar, amar, amar
Respeitar, respeitar, respeitar, respeitar
Encorajar, encorajar, encorajar
Amar.

Temporário.

Eram folhas de papel
A caneta a escorregar
Desenhando um mundo
Onde não pude ficar
Tudo muda ao vento
Quando decidiu soprar
Levou minhas cartas
E o que eu quis cantar
Vai, deixa a vida ver
O quanto estou vivo
Ver, que vivo estou
Sentindo que o tempo vai.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Um.

Cai
Sai
Como vai?

Bem
Também
Disfarçou?

Sim
Não
Mas será?

Devo
Mereço
Serei feliz?

Sou
E sou
Tão estranho?

Sou
Sim
Devo ser?

Mudar
Voar
Como aprender?

Soa
Som
Vai cantar?

Questões
Refrões
À desaguar.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Apelo ao meu melhor amigo.

Ei, você sabe que é
Pode se sentir seguro
Ei, mas larga do meu pé
Meu melhor amigo está mudo
Viola, violão, violãozinho
Deixa eu cantar com você
Sobre amor, dor, beijinho
Não faça eu também emudecer.

Pós-graduação em sentido.

Anestesia pra dor de parada cardíaca com sintomas de desgosto seguido de desdém
Pra sempre ter uma desculpa no bolso e usar na poesia que explica não poder ir além
E no outro bolso um lenço que sempre seca o suor de quem se permitiu só partir
Deixando rastros de esforço não correspondido, graduado em sempre saber fingir
Soa tão cômodo uma canção explicando sobre problemas que não vamos enxergar
Deixa pra lá, vemos isso depois, amanhã falamos sobre isso, agora vamos descansar
Desaprender a fingir é dádiva vinda de abrir os olhos e encorajar a alma, a mente
Assim como fingimos quando um grão de areia esmaga os sonhados sonhos da gente
E o que faz sentido então?
E o que é ser feliz então?
Pergunte ao seu coração
Você tem todas as respostas
Na palma de cada mão.

Lembrando de ir pra Paquetá pra sentir Los Hermanos.

Tenho só dezenove anos
Dei uns dezenove passos
Curtos demais pra cansar
Poucos até pra desanimar
Mesmo por um instante
Merda não tem na estante
Eu guardo os dias a mais
Que me senti tão capaz
Ser o que serei, assim será
Semente regarei, em Paquetá
Dizem ser de paz tal lugar
Pois é: tenho que visitar.

domingo, 12 de agosto de 2012

Você algumas vezes, você todas as vezes.

Preciso lembrar
Do paraquedas
Evitar quedas
Indesejáveis assim
Preciso tirar
Os para-brisas 
Pois tuas brisas
Me fazem sorrir
E vou colocar
Os meus sapatos
Pro andar de dias chatos
Não calejarem no fim
Serei teu mar
Sentir cê desaguar
Que é pra vida chata
Ter lugar pra mim.

De cá pra lá.

Só ir de cá pra lá
Nunca houve graça
Não conseguir chorar
Me soa como ameaça
Assim como os ventos
Que ajudei a soprar
Assim como os tempos
Que foram sem me tocar
Tudo em minhas mãos
Sei lá se é bom pra mim
Vejo homens nem tão sãos
Mas nem tão perdidos assim
É tudo assim de escolher
É tudo assim de evitar
Difícil é se defender
Do que insiste em me achar
Eu sei sentir amor
Eu sei que sei amar
Só não sou bom com a dor
De ser difícil perdoar
O que talvez nem mereça
O tal poder de um coração
Sempre sirvo na mesa
E sempre sobra compaixão
No almoço e no jantar
Tanto faz o lugar
Como fez no quarto andar
Alguém pronto pra viajar
E fugir daqui
E dali
Sem ir de cá pra lá.



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Paramar e eu.

Eu senti preguiça de explicar o que minha alma sentiu
Eu tenho medo de ser um monstro que nunca ninguém viu
Eu sinto coisas que não abro mão de carregar
Eu carrego muita coisa que me faz questionar
Deus, eu sinto medo de ter meu próprio caminhar
Pensar, achar, chame como quiser
Eu só não sei parar
Mas sei amar
Ar