alguns imbróglios tão constantes,
que de tão meros e desimportantes
viraram só palavras vãs e tão sós.
Meus versos são a certeza de nada.
Nosso controverso é uma última parada,
e me parece ser sempre o fim da linha.
A liberdade constitucional é desigual.
Literal poética no nome, mas, por hora, banal,
e me faz doer a alma em desentender:
como é que cresce o corpo, os seios,
a barba e a vontade de viver anseios,
mas a alma se eleva apenas ao poder?
O resto fica preso na frase, calada,
de um poeta moderno do século XXI
que vai jogar video-game e responder e-mails.
Tardei demais e tô na moda, não nego:
os tênis, as gírias, as músicas, os ternos.
Mas pra encaixar a peça é duro, ninguém vai saber.
Só nu de mim aos olhos ébrios é que um dia eu vou realmente aparecer.