De São Bernardo à Santo André
Há quem saiba ainda ficar de pé
De Santo André à São Bernardo
O momento da arte ainda é amado
Salvem as guitarras
Guardem os versos
Eles ainda vão salvar
Eu e você.
sábado, 29 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
Há quem exista.
Há quem escreva sobre uma saudade de meses
Há quem cante algo sobre um ano de saudade
Há quem chore de saudade por dias e dias
E existe eu te querendo por perto toda hora
Há quem tenha perdido um grande amor
Há quem deixou a rosa do vaso murchar
Há quem descobriu o que é a solidão
E existe nós, sendo tão fortes pra sonhar
Há quem desistiu no meio do caminho
Há quem carrega ódio ao invés de amor
Há quem não encontra um ombro pra repousar
E existe eu, imaginando um canto só nosso
Nosso mundo
Nossa sala-de-estar
Nossos quadros na parede
E a mesa-de-jantar nova
E no meio disso já existe nós
Fazendo nascer carinho nos dias
Sendo melhores amigos
Dando os melhores beijos do mundo
Vivendo o mundo, construindo outros
Onde haja mais de nós em mais horas
Em todas as horas
E em paralelo disso
Torcendo pra que haja sempre
Quem experimente disso também
Há quem acredite
Há quem arrisque
Há quem voe
Como nós.
sábado, 15 de setembro de 2012
Mi agudo estourado, primeira corda da vida. Minha.
A métrica dessa poesia
Vem da corda estourada
Do meu violão.
A vida nessa passagem
Vem de águas poluídas
De um tal coração.
A razão de todo rancor
Vem do vazio em crescer
Sonhos vem em vão.
A grade dessa janela
Impede minha consciência
De voar e cair no chão.
A foto que memoriza
Vem de outras mil coisas
Que mudaram de posição.
A vontade do tempo passar
E desaprender o descanso
Aguça os movimentos da mão.
A mão escreve sem a mente
Relógios agonizam terrores
Não quero ver a vida sendo um não.
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