Vem da corda estourada
Do meu violão.
A vida nessa passagem
Vem de águas poluídas
De um tal coração.
A razão de todo rancor
Vem do vazio em crescer
Sonhos vem em vão.
A grade dessa janela
Impede minha consciência
De voar e cair no chão.
A foto que memoriza
Vem de outras mil coisas
Que mudaram de posição.
A vontade do tempo passar
E desaprender o descanso
Aguça os movimentos da mão.
A mão escreve sem a mente
Relógios agonizam terrores
Não quero ver a vida sendo um não.
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