A vida é eufórica simplesmente por ser
Cidade grande, coração grande, buzinas altas
É difícil demais controlar como se viver
Temos asas mas aceitamos ser só pernaltas
Pra usar as pernas
E só.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Chambre.
Vim aqui falar qualquer coisa só pra tentar esquecer
Quero me concentrar nessas palavras e esparecer
Não aguento mais ser esse eu assim
Uns viveram tão depressa, trituram-se com seu futuro ímpar
E eu tentando remar pro lado certo acabo sofrendo do mesmo mal
Todo mundo olha pra cima, não vê nada e acha isso tudo legal
Evapora todo bem e fica impregnado todo choro
Vai embora os ventos bons e chove só esporro
Não consigo me concentrar, desisto.
Quero me concentrar nessas palavras e esparecer
Não aguento mais ser esse eu assim
Uns viveram tão depressa, trituram-se com seu futuro ímpar
E eu tentando remar pro lado certo acabo sofrendo do mesmo mal
Todo mundo olha pra cima, não vê nada e acha isso tudo legal
Evapora todo bem e fica impregnado todo choro
Vai embora os ventos bons e chove só esporro
Não consigo me concentrar, desisto.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
"Aspas."
"Nem sempre se vê lágrima no escuro"
E eu ainda tô com a luz acesa no quarto
Claridade demais, acho que vou apagar
"Nem tudo que é bom na vida dá futuro, cara"
Essa eu ainda nem escutei de verdade
Mas eu sinto que alguém quer me falar
Chega de aspas, de dores esquisitas e a sensação de não existir
Saí do ócio pra me curar e acho que errei de bula
O amor é a cura
Minha vida não é burra
Só porque a de vocês está morta
E é manca e mula.
E eu ainda tô com a luz acesa no quarto
Claridade demais, acho que vou apagar
"Nem tudo que é bom na vida dá futuro, cara"
Essa eu ainda nem escutei de verdade
Mas eu sinto que alguém quer me falar
Chega de aspas, de dores esquisitas e a sensação de não existir
Saí do ócio pra me curar e acho que errei de bula
O amor é a cura
Minha vida não é burra
Só porque a de vocês está morta
E é manca e mula.
A revolta dos surdos.
Eu sei que eu não tenho toda a razão que Deus aplicou aqui na terra
Nem todo o amor que nos foi enviado pra tentar caminhar nas margens do mar
Ninguém me vê de perto e diz: olha, ele realmente é aquele que está pronto pra guerra
Até porque não teria graça ser feliz de fato sem nada pra me fazer transtornar
Tudo em minha volta, sou tudo ao mesmo tempo que nunca fui ninguém
Nem deu tempo de estudar como eu fui babaca em tomar aqueles goles a mais
De qualquer bebida que me botavam na boca até o dia que parei de dizer amém
E eu nunca soube como é... como que dizem nas canções? "estar sentado na beira do cais"
Eu já vi como é aqui embaixo lá de cima e lá em cima daqui de baixo, uma beleza
Sentir o vento bater e arder os olhos é a sensação que sempre vão nos presentear
Pra eu me sentir vivo mesmo carregando uma flor como a minha maior riqueza
E se os céus, as flores e os ventos permitirem: você pra amar.
Eu realmente sou tudo.
Hoje eu sei a diferença
Entre a dor no peito
E o frio na barriga
Hoje eu não sei lidar
Antes eu sabia
Manter a mente entretida
Manter os pés fora do chão
Sem cair de bunda nele
Sem sentir tanta dor
E sei lá o que aconteceu
Me transformei num monstro
Que só busca amor e amor e amor
Aqui isso parece pecado
Ter demais é incorreto
E sou meu próprio breu escuro sem calor
Sou a minha sentença
Sou nada do que quero ser
Eu sou a cara estampada da dor.
Entre a dor no peito
E o frio na barriga
Hoje eu não sei lidar
Antes eu sabia
Manter a mente entretida
Manter os pés fora do chão
Sem cair de bunda nele
Sem sentir tanta dor
E sei lá o que aconteceu
Me transformei num monstro
Que só busca amor e amor e amor
Aqui isso parece pecado
Ter demais é incorreto
E sou meu próprio breu escuro sem calor
Sou a minha sentença
Sou nada do que quero ser
Eu sou a cara estampada da dor.
sábado, 17 de novembro de 2012
Poema pra amigos.
Eu queria o meu lar antigo
Mais acabadinho, sem móvel planejado
Mas que sempre tinha um amigo
A qualquer hora que eu olhasse pro lado
Eram trinta minutos de caminhada
Pra ir na casa de um dos três
Não havia tédio nem vida parada
Hoje eu mal vejo vocês
Eu queria tocar uma música qualquer
Daquelas que não sabemos mais fazer
Mas mudou tudo, venha o que vier
E de nada disso eu posso me esquecer
Dói, mas sei que tem que ser assim e outras coisas boas me rondam no agora
Lembro da noites viradas
Cordas quebradas, peles furadas
Lembro da gente estudando inglês
E de como eu ia bem em português
Lembro das partidas de futebol
E da gente atravessando correndo aquele farol
Que nunca abria e era um perigo
Um puxando o outro pra salvar o amigo
Lembro da rampa cheia de árvores e folhagem
Pena eu ter perdido tempo demais com bobagem
Eu queria voltar do começo pra aproveitar
E não sentir essa dor por saber que desde aquele tempo eu sabia amar
Eu só não sabia nem um pouco lidar
Eu deveria sim ter parado só pra escutar
E hoje, aquele adeus me veio na mente
E o que deveria ser bom não me deixa sorridente
Espero que ainda tenhamos muita coisa pra dividir
E que brinquemos de voltar no tempo pra sacudir
Essa vida com hora pra tudo e regras demais
E que se for pra terminar, não seja mais.
Mais acabadinho, sem móvel planejado
Mas que sempre tinha um amigo
A qualquer hora que eu olhasse pro lado
Eram trinta minutos de caminhada
Pra ir na casa de um dos três
Não havia tédio nem vida parada
Hoje eu mal vejo vocês
Eu queria tocar uma música qualquer
Daquelas que não sabemos mais fazer
Mas mudou tudo, venha o que vier
E de nada disso eu posso me esquecer
Dói, mas sei que tem que ser assim e outras coisas boas me rondam no agora
Lembro da noites viradas
Cordas quebradas, peles furadas
Lembro da gente estudando inglês
E de como eu ia bem em português
Lembro das partidas de futebol
E da gente atravessando correndo aquele farol
Que nunca abria e era um perigo
Um puxando o outro pra salvar o amigo
Lembro da rampa cheia de árvores e folhagem
Pena eu ter perdido tempo demais com bobagem
Eu queria voltar do começo pra aproveitar
E não sentir essa dor por saber que desde aquele tempo eu sabia amar
Eu só não sabia nem um pouco lidar
Eu deveria sim ter parado só pra escutar
E hoje, aquele adeus me veio na mente
E o que deveria ser bom não me deixa sorridente
Espero que ainda tenhamos muita coisa pra dividir
E que brinquemos de voltar no tempo pra sacudir
Essa vida com hora pra tudo e regras demais
E que se for pra terminar, não seja mais.
Ensaio sobre a bobeira.
Eu tenho inveja, ódio, força
Eu tenho tudo que um humano tem
E muito mais do que outros humanos
Arrogância? Pode ser, pois também tenho o mal
Por ser humano, um terráqueo invencível
Qual o problema de confiar em mim?
As minhas ideologias, meus textos, meus poemas
Me servem de guia e qualquer outra merda dita
Na maioria do tempo que se foda, se ferre, se exploda
Execução de entidades que faço nos dentes
Quebrando em dez pedaços o maligno da minha mente
Se fudeu, perdeu sua hora, agora e aqui é o meu lugar, só meu
É o medo que eu assisto com cinto de segurança
Sem botão de destravamento ou botão de mudo
É um lixo, é um risco, é um tolo enfraquecido
Só explodir em palavras profanadas e arriscadas
Eu só quero que se exploda o mal que não habita aqui
Só quero o bem, só quero ir além do que vocês
Profano é o gesto de cegueira, a caganeira de medo
Em protesto sob os corpos tão fracos quanto o amor
Frágil, e se é assim, eu tô no mundo errado
Sagrado é a morte do bem pra buscar as respostas já dadas
Meia hora pra rezar, meia hora pra chorar, outras dez pra morrer
Em vida, em nós, em vida, numa merda de redundância
Exporta pra longe todo o sanguinário e justo delírio existencial
Só precisamos entender e lembrar que fevereiro é carnaval
Eu posso tocar, eu posso vencer, eu posso nem gostar
Sadio e vivo me sinto e a culpa não é nossa se não é assim
Pra ele, pra você, ou pra quem quer que seja, de longe ou de perto
E riu, e aplaudiu, do jeitinho que o meu ouvido ontem ouviu
Saber dizer, saber ler, saber viver, ou até mesmo saber ser alguém
Não diz nada quando as bundas-moles se voltam na frente do pau
Fraco como móvel de madeirite pra economizar meia dúzia de real
A gente economiza os esforços que tem pra vencer e chora tudo
A gente quer abraçar o mundo e deixa escapar as vezes a pequena parte dele que era tudo
A gente caça com lança afiada o amor, acerta o meio do coração e termina com tudo
A gente não sabe de nada ao mesmo tempo que eu acho que já sei de tudo
E sim mundo, são os fracos nas redes tão bambas quanto as minhas pernas acelerando
O carro numa descida curva enquanto a mente pensa pro braço não esterçar
Aí acaba toda essa confusão mental, espiritual e experimental de provação
É aprovação, nada mais que isso , no meio de um vaco chamado eu
Não sinto ar, não vejo nada e preferia me fingir de morto essa semana
Eu só busco escrevendo coisas novas ao invés de ler o que já foi dito
E questiono a fraqueza estampada na testa de quem não luta nem contra si
E qual é o problema? Ser demais num mundo de metades e mentiras
Só podia dar errado
E deu
E deu.
Eu tenho tudo que um humano tem
E muito mais do que outros humanos
Arrogância? Pode ser, pois também tenho o mal
Por ser humano, um terráqueo invencível
Qual o problema de confiar em mim?
As minhas ideologias, meus textos, meus poemas
Me servem de guia e qualquer outra merda dita
Na maioria do tempo que se foda, se ferre, se exploda
Execução de entidades que faço nos dentes
Quebrando em dez pedaços o maligno da minha mente
Se fudeu, perdeu sua hora, agora e aqui é o meu lugar, só meu
É o medo que eu assisto com cinto de segurança
Sem botão de destravamento ou botão de mudo
É um lixo, é um risco, é um tolo enfraquecido
Só explodir em palavras profanadas e arriscadas
Eu só quero que se exploda o mal que não habita aqui
Só quero o bem, só quero ir além do que vocês
Profano é o gesto de cegueira, a caganeira de medo
Em protesto sob os corpos tão fracos quanto o amor
Frágil, e se é assim, eu tô no mundo errado
Sagrado é a morte do bem pra buscar as respostas já dadas
Meia hora pra rezar, meia hora pra chorar, outras dez pra morrer
Em vida, em nós, em vida, numa merda de redundância
Exporta pra longe todo o sanguinário e justo delírio existencial
Só precisamos entender e lembrar que fevereiro é carnaval
Eu posso tocar, eu posso vencer, eu posso nem gostar
Sadio e vivo me sinto e a culpa não é nossa se não é assim
Pra ele, pra você, ou pra quem quer que seja, de longe ou de perto
E riu, e aplaudiu, do jeitinho que o meu ouvido ontem ouviu
Saber dizer, saber ler, saber viver, ou até mesmo saber ser alguém
Não diz nada quando as bundas-moles se voltam na frente do pau
Fraco como móvel de madeirite pra economizar meia dúzia de real
A gente economiza os esforços que tem pra vencer e chora tudo
A gente quer abraçar o mundo e deixa escapar as vezes a pequena parte dele que era tudo
A gente caça com lança afiada o amor, acerta o meio do coração e termina com tudo
A gente não sabe de nada ao mesmo tempo que eu acho que já sei de tudo
E sim mundo, são os fracos nas redes tão bambas quanto as minhas pernas acelerando
O carro numa descida curva enquanto a mente pensa pro braço não esterçar
Aí acaba toda essa confusão mental, espiritual e experimental de provação
É aprovação, nada mais que isso , no meio de um vaco chamado eu
Não sinto ar, não vejo nada e preferia me fingir de morto essa semana
Eu só busco escrevendo coisas novas ao invés de ler o que já foi dito
E questiono a fraqueza estampada na testa de quem não luta nem contra si
E qual é o problema? Ser demais num mundo de metades e mentiras
Só podia dar errado
E deu
E deu.
domingo, 4 de novembro de 2012
(Des)esperar.
A todo vapor
Navego o mundo
Sim, sinto dor
Mas assim sinto tudo
E algumas vezes
Prefiro a reclusão
Mas aí renasço
Faço um bumbo do coração
Pra marcar os passos
Pra me realizar
E quando o vento vem
Ele me ensina a voar
Pra longe
Pra perto de você
Pra onde eu toque
Pro teu travesseiro
Viajei o mundo inteiro
Sem sair desse lar
No fim, no mesmo lugar.
sábado, 3 de novembro de 2012
Mais que tudo.
Ao ápice dos nossos corpos suados
Ao calor dos nossos colos juntados
Só há um caminho
Ao calor dos nossos colos juntados
Só há um caminho
Ao ápice dos braços entrelaçados
Aos peitos batendo juntos e acelerados
Só há eu e você
Aos gritos que foram poetizados
Aos desejos que foram liberados
Não há mais nada pra impedir
Somos nós mesmos sendo tudo o que podemos ser, seja lá qual for a forma que será
Será que somos mais do que simplesmente só ser? Sendo assim eu sei que nós seremos
TUDO
MAIS
QUE
TUDO.
Em todo rancor há também a sua cor.
A maioria das palavras que já ouvi
Das bocas abertas pelo mundo
Não se confirmaram no meu
Todos conselhos que esqueci
Tem o dito raso e não-profundo
Quem disse também esqueceu
O dinheiro precisa vir antes do amor
O sucesso precisa vir antes do coração
O prestígio precisa vir antes da dor
E o poder não deve ter outra mão
Pra se apoiar
É o ensaio da cegueira da retina do peito
Vejo tudo embaçado e sinto um aperto
Voe por onde quer
Siga por onde vai
O coração
Ande por quem for
Que assim o amor
Será seu chão
Escondendo os pratos rasos descobri que eles são úteis na hora de socializar
Com um mundo meio doente e que manca de preguiça de aprender a sonhar
Frenética só a ganância de pegar a vida vaga que tem pra esconder e maquiar
Sendo que de braços abertos aos céus, somos nada mais do que nosso próprio ar
Não há cor
Nem rancor
Não há valor
Nem dor
Só há
O tal do amor
Deus é todo o bem que vestimos, todas as cores vivas da cidade
É tudo o que fingimos não ver pra destruir mais a humanidade
Viramos as costas pra um momento que cobra de nós a delicadeza
E no meio de tantos olhos fechados confundimos o vazio...
Com alegria e beleza.
Das bocas abertas pelo mundo
Não se confirmaram no meu
Todos conselhos que esqueci
Tem o dito raso e não-profundo
Quem disse também esqueceu
O dinheiro precisa vir antes do amor
O sucesso precisa vir antes do coração
O prestígio precisa vir antes da dor
E o poder não deve ter outra mão
Pra se apoiar
É o ensaio da cegueira da retina do peito
Vejo tudo embaçado e sinto um aperto
Voe por onde quer
Siga por onde vai
O coração
Ande por quem for
Que assim o amor
Será seu chão
Escondendo os pratos rasos descobri que eles são úteis na hora de socializar
Com um mundo meio doente e que manca de preguiça de aprender a sonhar
Frenética só a ganância de pegar a vida vaga que tem pra esconder e maquiar
Sendo que de braços abertos aos céus, somos nada mais do que nosso próprio ar
Não há cor
Nem rancor
Não há valor
Nem dor
Só há
O tal do amor
Deus é todo o bem que vestimos, todas as cores vivas da cidade
É tudo o que fingimos não ver pra destruir mais a humanidade
Viramos as costas pra um momento que cobra de nós a delicadeza
E no meio de tantos olhos fechados confundimos o vazio...
Com alegria e beleza.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
A correnteza que leva a rima do último verso é a mesma que levou os pensamentos fracos daqui.
Eu tô gostando da vida acordado
Perdi a obsessão de dormir
Pra fingir
Deixa a vida ser quem ela quer
Que eu caminho junto ao vento
E me contento
Espatódeas e poemas são teu coração
Numa forma de nova natureza
A fórmula da beleza
E é honroso abrir a porta com boas-novas
Assim a correnteza não te trai
Nem me atrai
Por causa dos anjos que eu conheci
Em sonhos, palestras e ruas
Minhas ideias nuas
Surgem formas novas de interpretar
A peça que fiz pra esconder
O medo de viver
E se agora o fogo começa a queimar
Sou toda a água salgada do mundo
Sou assim, profundo
Façam silêncio, é hora de dormir
É bom descansar, mas hoje prefiro acordar
E aos sonhos partidos
Aviso-lhes que esse não é o fim.
Perdi a obsessão de dormir
Pra fingir
Deixa a vida ser quem ela quer
Que eu caminho junto ao vento
E me contento
Espatódeas e poemas são teu coração
Numa forma de nova natureza
A fórmula da beleza
E é honroso abrir a porta com boas-novas
Assim a correnteza não te trai
Nem me atrai
Por causa dos anjos que eu conheci
Em sonhos, palestras e ruas
Minhas ideias nuas
Surgem formas novas de interpretar
A peça que fiz pra esconder
O medo de viver
E se agora o fogo começa a queimar
Sou toda a água salgada do mundo
Sou assim, profundo
Façam silêncio, é hora de dormir
É bom descansar, mas hoje prefiro acordar
E aos sonhos partidos
Aviso-lhes que esse não é o fim.
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