sábado, 17 de novembro de 2012

Ensaio sobre a bobeira.

Eu tenho inveja, ódio, força
Eu tenho tudo que um humano tem
E muito mais do que outros humanos

Arrogância? Pode ser, pois também tenho o mal
Por ser humano, um terráqueo invencível
Qual o problema de confiar em mim?

As minhas ideologias, meus textos, meus poemas
Me servem de guia e qualquer outra merda dita
Na maioria do tempo que se foda, se ferre, se exploda

Execução de entidades que faço nos dentes
Quebrando em dez pedaços o maligno da minha mente
Se fudeu, perdeu sua hora, agora e aqui é o meu lugar, só meu

É o medo que eu assisto com cinto de segurança
Sem botão de destravamento ou botão de mudo
É um lixo, é um risco, é um tolo enfraquecido

Só explodir em palavras profanadas e arriscadas
Eu só quero que se exploda o mal que não habita aqui
Só quero o bem, só quero ir além do que vocês

Profano é o gesto de cegueira, a caganeira de medo
Em protesto sob os corpos tão fracos quanto o amor
Frágil, e se é assim, eu tô no mundo errado

Sagrado é a morte do bem pra buscar as respostas já dadas
Meia hora pra rezar, meia hora pra chorar, outras dez pra morrer
Em vida, em nós, em vida, numa merda de redundância

Exporta pra longe todo o sanguinário e justo delírio existencial
Só precisamos entender e lembrar que fevereiro é carnaval
Eu posso tocar, eu posso vencer, eu posso nem gostar

Sadio e vivo me sinto e a culpa não é nossa se não é assim
Pra ele, pra você, ou pra quem quer que seja, de longe ou de perto
E riu, e aplaudiu, do jeitinho que o meu ouvido ontem ouviu

Saber dizer, saber ler, saber viver, ou até mesmo saber ser alguém
Não diz nada quando as bundas-moles se voltam na frente do pau
Fraco como móvel de madeirite pra economizar meia dúzia de real

A gente economiza os esforços que tem pra vencer e chora tudo
A gente quer abraçar o mundo e deixa escapar as vezes a pequena parte dele que era tudo
A gente caça com lança afiada o amor, acerta o meio do coração e termina com tudo

A gente não sabe de nada ao mesmo tempo que eu acho que já sei de tudo
E sim mundo, são os fracos nas redes tão bambas quanto as minhas pernas acelerando
O carro numa descida curva enquanto a mente pensa pro braço não esterçar
Aí acaba toda essa confusão mental, espiritual e experimental de provação
É aprovação, nada mais que isso , no meio de um vaco chamado eu
Não sinto ar, não vejo nada e preferia me fingir de morto essa semana
Eu só busco escrevendo coisas novas ao invés de ler o que já foi dito
E questiono a fraqueza estampada na testa de quem não luta nem contra si
E qual é o problema? Ser demais num mundo de metades e mentiras
Só podia dar errado
E deu
E deu.

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