segunda-feira, 5 de agosto de 2013

São Paulo.

Quem forja os sonhos de si 
Quem não se acredita ao acordar
Quem é poesia só dormindo
Que nem descansa nem se reflete
Pra lugar algum do que acreditou
Menino, era mais ou menos por voar
Achando que viver era só poetizar
Lutar com amor à frente e indo pra trás
As lutas as vezes não fazem sentido
Mas a derrota é a gente que determina
Senão nunca teria me sentido dono de mim
E o escritório, mesmo vazio, me ensina
Relatórios e os números do dinheiro de alguém
Acabam mostrando que devo fugir
Pra um país diferente sem deixar meu aval
Sem precisar de fichas telefônicas pra ter o amor
Sem precisar de cartas, acumulo de saudades
Não faz sentido ir contra o que se sente
E nem se privar de sentir, seja bom ou ruim sentir
Sentar a mesa e ver os sonhos virarem verdade
A sua derrota pros outros virou um disco ou um livro
Que ficou, encantou e os fez odiar por não entender
Poesia fácil e corrida é como um dia em São Paulo
Então não há motivo de me diferenciar
Meus sonhos conturbados me acordam exausto
E isso faz parte da jornada de uma semana
Chega sexta-feira e sou um outro garoto
Homem só serei quando eu retornar na coragem
E em mim.

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