terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O rock não erra quando escuto 'Subdivisions' do Rush.

Indireta em forma de catarse
A pobreza de barriga cheia
Linguajar moderno na canção
Cópia demente de anos dourados
Busca banal de se intelectualizar
Não preciso de rima pra me expressar
Rimei agora só pra não te contrariar
Espaços de discussões em círculo
Coletivo cultural pro culto vazio
E o culto das 8 continua abençoado
Repetido, venha até nós desmistificar  
Como carência e medo podem vulnerar 
Aqui, eu digo a hora que precisa rimar
O ódio que eu sinto só me faz amar
Chega o fim do ano e o fim da tarde
Fracos são os ricos, chuva pra molhar
Entretendo o povo, ostentando a vida
Que difere o certo do erro de cagar e andar
Escuta o que quiser e bota o pão na mesa
Acabou manteiga, desce seco na garganta
Pois a água encanada tá saindo escura
Como a alma cega que ainda me espanta
Espantem os fantasmas que criaram medo
Fraco sem desejo de até sair pra passear
A ideia era escutar Rush e falar de rock
Mas a mente corre tanto, não dá pra controlar
Sem rima, pé de pato que acelera o nado
Torto ou sincronizado, aqui a genialidade é nada
Só sei sentir mais do que vocês e o sangue de barata
Seca mais ainda em cada frase que me fazem calar.

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