Espiritual e mágico
Todo borrado e medroso
Endurecendo um caminho
Deixando um bom homem rancoroso
Mandando uma bomba ao resto
A quem não há coragem
Onde alma é como miragem
Onde nem um avião faz viagem
E o combustível da mediocridade
Endurece a nossa falta de humildade
E nos esconde da nossa própria verdade
De ir embora ao tchau do covarde
E virar as costas sem pensar maldade
Pois sumir de si mesmo é a vontade
De não existir ao bem, e pra mim
Covardia é pó, passa um pano e segue
Deus não espera que você me martele
Se condene ao choro da tristeza que expele
E não é porque morreram por mim
Que eu vou me fingir de morto
Me fazendo de pau que nasceu torto
Nem sei o que é côncavo ou convexo
Mas sei um pouco do certo e o inverso
E aprendi a ir contra aos pobres cadáveres
Que assolam ruas e lares
Mesmo vivos boiando pelos mares
E nem a onda faz questão de levar
Se a gente não se determina a navegar
E nem tudo na vida depende de tempo e artifício
Meu mundo está bem longe de se tornar num hospício
Pois eu já achei a flor
Eu já achei amor
Já deixei um pouco de solidão e calor
Pelos cantos que no final preferi deixar quentes
E não vou recuar até que se reinventes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário