Sem cultura
Desestrutura
Ninguém quer arte
E é dessa parte
Que eu me envergonho
E eu disponho
Do meu não-vazio
Que nada salva, nem Rivotril
É garrafa demais
Pra quem tem barriga cheia
De ser escroto, vazio
De ficar me encarando
E no outro dia é só o rastro
Desse vazio vomitando
É ódio, liberdade cega e rancor
E o pior que eu vejo isso de quem clama amor
Falar é fácil, mas ser ninguém também
Gente jogada na rua e vocês dizem amém?
Quem? Me diz quem vai jogar a toalha
Feche os olhos pra fingir que essa ressaca logo acaba
Mesmo com dor de barriga
Mijo a rodo na bexiga
A seiva que é cantada
Nunca foi extraída.
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