Morre cada gota dessa chuva
Culpa do mormaço que o chão herdou do sol
E vejo em rostos diferentes a auto-ajuda indo embora
Mastigada pelos dentes e cuspida
Ferida só se fecha com a própria poesia
Eu que mesmo assim, sem saber de nada
Escrevo alguma coisa por necessidade anunciada
Só divido pensamento, não ensino tabuada
Se eu recebi amor, é porque eu busquei amor
E se a minha fé se fez, é porque aceitei o meu rancor
E me desfiz desses pedaços meio podres e acabados
A tal da Clarice e o Abreu, morreu
Cada um no seu lugar e vou me inspirando no que é meu
Não arrasto glórias alheias nem emulo pensamentos
E essa coisa de escritor barato só merece meus lamentos
A verdade mora na gente, na minha antiga casinha
Que a vida faça alguém feliz por lá e vou seguir construindo a minha
Chega de rima, isso é pra quem merece
Quem não merece que lute pra merecer um dia
Amém.
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