quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Sônia, já que eu não tenho insônia...

Alguém me mostra a solução
Não consigo esperar
Coração fingindo estar bem
Mas já desaprendeu respirar
Por tudo que eu já segui
Acreditando nos meus sonhos
Ponho a toalha na mesa
Enfeito o banquete pra não comer
Olha só, acho que eu morri
Grito sem parar com quem eu amo
E me afasto da minha luta
Olha que eu nem como fruta
E mesmo se a alma renascer
Meu corpo vai perecer
Se eu prosseguir assim
Sem nem lavar meus pés
Eu sinto ódio e sou humano
Mais normal do que quem desistiu
Sorriu pra mim querendo chorar
Eu aprendi a arte de esconder
Mas nunca me deixam entrar
Problema sempre vamos resolver
E se brotar do chão meu viver
Que seja num gramado verde molhado
Regado e tratado com todo amor
Como eu já fiz num solo infértil
E o solo da guitarra estéreo
Eu nunca sei ouvir os dois lados
Eu tenho uns vinte e fica apertado
Caber, vou sofrer com o nunca mais
Faço amigos pra lutar
Enquanto todo mundo prefere se apoiar
No chão, e onde der
Ter um casamento vivo, três filhos
E o resto não importa o que vier
Não importa de onde a grana do colégio vier
É seu padrão também, eu sei
Sabemos ser o que não somos
Tiro a foto e o efeito disfarça a dor
Rancor nunca mais no almoço de família
Se eu grito, mãe, é pra você me escutar
Nada pior do que o maior amor do mundo te calar
Eu aprendi errar e errei demais
Faltei no trabalho e fiz corpo mole
Confesso que até desisti por uns dias de estudar
Eu não queria achar a solução
O tempo passa e o argumento fica
Vazio divã que estimula uma pessoa rica
De bens, já tive uns dois ou três
Toquei pro mundo me esnobar
E se eu tiver razão, só vou me salvar
Sem incomodar, com os meus pés no chão
Espero não cavar meu túnel
E se for assim
Que chegue em algum lugar
Melhor que aqui
Só quero desistir
Ou talvez dormir
E melhorar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário