pra decretar a minha culpa e me perdoar, enfim,
com quem quer que seja. Até pelos meus acertos.
Carrego em mim a cor de cada parede das casas,
o desenho dos azulejos que coloriram as horas.
O rosto de cada um, em memória, carrega uma feição:
- Esquecimento, saudade, dor, se conformou, alívio.
Pensei e apontei o dedo na cara como sempre fiz,
mas dessa vez vi o alívio, que é um pouco meu também.
Alívio em ser como vocês e me preocupar com o outro lado.
Mas não tenho coragem nem pra morrer, quem dirá pra esquecer.
No final, o rosto de vocês é o meu refletido na minha loucura
de achar que a projeção da mente carrega alguma realidade.
- Sou tolo pra cacete, mesmo... video-game ou televisão?
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