quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Valentina.

Era uma moça só, de idade pouca
Ía por ir, como lhe fizeram ser assim
E pouco tempo aqui não era suficiente
Pro desprezo sobre suas ideias virar compreensão
Do mundo, dos outros, de quem quer que seja
Até cachorros sabem amar e nós não
Ela tem um pouco de coragem e as vezes medo
Escreve belos versos que não mostra pra ninguém
Descreve o rosto de um garoto com precisão
E sonha ir até um parque com ele pra aprender amar
E sabe que fica cada vez mais difícil sonhar
Que ele talvez nem tenha como te notar
E quando te descobrir não vai querer te imitar
Porque ela está sozinha, tão só e é só isso
Sua dicção poética é caótica aos que leem
Sim, ela mostrou pra três ou quatro e se arrependeu
Mas não sabe se desiste ou vive pra morrer assim
É uma nobre questão, uma nobre coragem prosseguir
Até porque os céus nos dão direito de ir e vir
Chorar e sorrir
Ser diferente e existir
E ela escolheu fluir
Que bom
Valentina era heroína de si mesma nessa história
Fez seu pai nascer logo depois de ter crescido
E o sentido disso tudo está depois dos dois pontos:
Tem espaço pra tudo e as caixas estão vazias.

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