domingo, 17 de novembro de 2013

Eu creio em Deus.

Olha só o mundo desabando
E você aí, orando e rezando
Esqueceu de um fundo cultural
Que Deus sozinho não planta flores no quintal
Você é peça essencial
Por si só
Se Ele morreu por nós
Pra quê imitar ainda vivos?
Essa desculpa toda é tão banal
Só pra fugir de um inferno astral
Ou só do inferno
Sem pregos nas mãos, eu vou
Honrar quem quer que seja
Que me deu a chance de existir
Coragem pra falar aquilo que eu entendi
Desprovido de poderes, descobri
Que saber por nós torna mais amplo
O pulo do preto pro branco
É o Exu, a Maria Padilha e o Candomblé
É Jesus, Jeová pedindo grana pra salvar José
Mas eu, eu sou o amor, a dor e o que o mundo é
A flor na forma perfeita do meu livre ser
Respeitando os espíritos por compreender
As crenças alheias pra tentarmos conviver
Nos amando à diferença de não nos parecer
Não me condene, acredito em Deus
Desejo paz pros filhos e amigos seus
Mas no fundo, estamos andando pra trás
Música boa na TV eu já não escuto mais
Meu desejo um dia é só poder agradecer meus pais
Por terem me criado pra tocar a mão Dele
Sem precisar acreditar no nome, sobrenome, codinome
Deus, ilumina quem sente frio, saudade e fome
Que hoje eu mesmo vou me virar.



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